5 de novembro de 2014

O parto que não é NADA normal!

Muitos já sabem que eu sou ativista do parto humanizado, e que antes de parir minha filha Isis, naturalmente, sem nenhuma intervenção, meu filho Arthur e eu passamos por uma cesárea desnecessária.
Ainda dói, não a cicatriz física, mas a da alma, por não ter passado o momento mais lindo da vida com ele também.
Mas hoje em dia, já me sinto a vontade pra falar sobre o assunto, tanto que me sinto no dever de ajudar outras mulheres a não irem pra faca sem necessidade.

Mas não adianta apenas escapar de uma cesárea e cair num parto normal totalmente violento, nós não queremos só que nosso filho nasça pelas nossas vaginas, nós queremos respeito e carinho, queremos de volta o nosso protagonismo! Que seja respeitada a fisiologia do nosso corpo, que o significado de obstetrícia ( vem da palavra latina "obstetrix", que é derivada do verbo "obstare" - ficar ao lado) seja realmente praticado.
Queremos partos e nascimentos respeitosos!! Com intervenções nos casos que forem mesmo necessárias, não feitas de rotina, como se não soubessem mais como um parto funciona.
A medicina evoluiu sim, mas o corpo da mulher continua sendo perfeito pra parir e nutrir, do mesmo modo que é perfeito pra conceber e gestar!

Abaixo algumas das intervenções desnecessárias mais praticadas e de rotina:

Amniotomia (rompimento artificial da bolsa)


Soro com ocitocina sintética (faz aumentar as contrações e as dores se tornam insuportáveis)


Posição de litotômia (pernas abertas e amarradas)


Manobra de kristeller (ato de empurra o fundo do útero durante uma contração)


Episiotomia (corte feito no períneo, entre a vagina e o ânus)


De todas essas intervenções, a que às vezes pode ser mesmo necessária, é o uso da ocitocina sintética, as outras são só violências com a mulher e bebê.

Isso é violência obstétrica e as mulheres precisam saber que isso não é um parto normal!
A nosso luta pelo parto humanizado ainda vai muito longe, mas aos poucos, as mulheres irão se conscientizar e começarão a exigir seus direitos!

Outas coisas que também podem passar despercebidas, ou consideradas normais: gestante ter que ficar deitada na maca durante o trabalho de parto e ter que ficar em jejum, sem ao menos poder tomar uma água. 
A mulher não só pode como deve sim se movimentar durante o trabalho de parto, e deve se alimentar e se hidratar, para que no momento do expulsivo ela tenha forças e esteja disposta!

Façam um plano de parto um modelo aqui!
Denunciem esse tipo de violência, saiba mais clicando aqui!

O parto humanizado é para todas! 
Gestantes do SUS, do setor privado, de todas as classes!! 
A nossa luta é por todas, para todas e de todos!!


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