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25 de setembro de 2014

Placenta Prévia


UMAS DAS INDICAÇÕES REAIS DE CESÁREA - PLACENTA PRÉVIA

(Texto retirado do grupo "Cesárea? Não, obrigada!")

Placenta Prévia (PP) é quando a inserção placentária se dá de forma definitiva sobre o colo do útero (orifício interno) ou muito próximo dele.
O diagnóstico só deve ser feito a partir de 28 semanas de gestação, porque a placenta muda de posição conforme a gestação evolui. Até 17 semanas, estima-se que até 90% das placentas estejam "prévias", embora esse diagnóstico só seja possível no terceiro trimestre.

Tem incidência variável, em torno de 2 a 4% das gestações, e são fatores de risco para seu aparecimento:

Antecedente pessoal de PP anterior
Cesariana anterior
Gestação múltipla
Multiparidade
Idade materna avançada
Tratamento de infertilidade
Aborto anterior
Procedimento cirúrgico intra-uterino anterior
Tabagismo materno
Uso de cocaína materna

O principal sintoma da PP é o sangramento, que ocorre por mudanças graduais no colo do útero e no segmento inferior do útero, com separação do local de fixação placentária, resultando em desprendimento parcial dela.

De 1 a 6% das grávidas podem apresentar evidências ecográficas de PP entre 10 e 20 semanas de gestação,sendo que em 90% delas, a inserção placentária se normaliza.

O quadro clínico se manifesta:
Sangramento vaginal em até 80% dos casos
10-20% apresentam contrações
1/3 sangra antes de 30 semanas
10% termina gestação sem sangrar

Algumas condições podem se associar com o quadro:
Acretismo (veja o tópico específico)
Trabalho de parto prematuro e a ruptura das membranas
Apresentações não cefálicas
Restrição de crescimento intra-uterino
Vasa prévia e inserção velamentosa de cordão
Embolia amniótica

A ecografia faz o diagnóstico mais preciso da placentação, dividindo a PP em:
PP marginal (borda da placenta margeia o orifício interno do colo, a menos de 2 cm dele)
PP centro parcial (borda da placenta ultrapassa o orifício interno do colo, sem preenchê-lo totalmente)
PP centro total (borda da placenta ultrapassa e recobre totalmente o orifício interno do colo)
Placenta BAIXA: (borda da placenta margeia o orifício interno do colo, porém se localiza a mais de 2 cm dele)

Morbidade e Mortalidade associadas incluem aumento do risco de hemorragias anteparto, intraparto e pós parto e prematuridade. Há chance de recorrência em futura gestações entre 4 a 8%.

O manejo para os casos de PP inclui:

PP centro total e centro parcial assintomáticas: repouso e cesariana com 36-37 semanas, em hospital terciário e com reserva de sangue e UTI disponíveis.

PP marginal e baixa: prova de trabalho de parto é factível (deixar o TP evoluir espontaneamente), em hospital terciário e com reserva de sangue e UTI disponíveis.




24 de setembro de 2014

Indicações Reais de Cesárea


Algumas indicações de cesariana

REAIS

1) Prolapso de cordão – com dilatação não completa;

2) Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo;

3) Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial);

4) Apresentação córmica (situação transversa) - durante o trabalho de parto (antes pode ser tentada a versão);

5) Ruptura de vasa praevia;

6) Herpes genital com lesão ativa no momento em que se inicia o trabalho de parto (em algumas diretrizes, somente se for a primoinfecção herpética).

PODEM ACONTECER, PORÉM FREQUENTEMENTE SÃO DIAGNOSTICADAS DE FORMA EQUIVOCADA

1) Desproporção cefalopélvica (o diagnóstico só é possível intraparto, através de partograma e não pode ser antecipado durante a gravidez);

2) Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é "freqüência cardíaca fetal não-tranqüilizadora", exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões anômalos de freqüência cardíaca fetal);

3) Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais (correção da hipoatividade uterina, amniotomia), ultrapassando a linha de ação do partograma.

Nota: o uso do partograma de Friedman é altamente questionável. A curva de evolução do trabalho de parto tem grande variação, recomendando-se atualmente a curva de Zhang, com percentis. Pela grande variação do que é fisiológico, considera-se que não é necessário intervir para apressar um parto quando mãe e bebê estão bem.

SITUAÇÕES ESPECIAIS EM QUE A CONDUTA DEVE SER INDIVIDUALIZADA, CONSIDERANDO-SE AS PECULIARIDADES DE CADA CASO E AS EXPECTATIVAS DA GESTANTE, APÓS INFORMAÇÃO


1) Apresentação pélvica (recomenda-se a versão cefálica externa com 37 semanas mas se não for bem sucedida, discutir riscos e benefícios com as gestantes: o parto pélvico só deve ser tentado com equipe experiente e se for essa a decisão da gestante);

2) Duas ou mais cesáreas anteriores (o risco potencial de uma ruptura uterina – variando de 0,5% - 1% - deve ser pesado contra os riscos de se repetir a cesariana, que variam desde lesão vesical até hemorragia, infecção e maior chance de histerectomia);

3) hiv/aids (cesariana eletiva indicada se HIV + com contagem de CD4 baixa ou desconhecida e/ou carga viral acima de 1.000 cópias ou desconhecida); em franco trabalho de parto e na presença de ruptura de membranas, individualizar casos.

Fonte:http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html?view=sidebar