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25 de outubro de 2016

Relato de parto do Otto. (VBAC n°2 - segundo parto vaginal após cesárea)



Em fevereiro desse ano, descobri que seria mãe de novo, do meu terceiro filho.
Foi uma mistura de sentimentos, fiquei apavorada e ao mesmo tempo feliz da vida, ser mãe pra mim, foi o melhor que já me aconteceu.
Me apavorei porque teria que dar conta de três crianças pequenas, mas se esse bebê tinha vindo, é porque eu iria conseguir!
Tinha em mente que eu precisava curtir demais essa gestação, que seria a última. Infelizmente não dá pra se ter mais filhos, se desse, certamente eu teria haha
Então cada centímetro de barriga que crescia eu curtia, tirava fotos praticamente a cada semana.
Sempre me gostei muito grávida, e essa gestação foi a que eu me senti mais bonita.
Quando dizem que nenhuma gravidez é igual a outra, é a mais pura verdade. Foram três gestações totalmente diferentes, do começo ao fim.
Essa foi bem cansativa, principalmente porque eu tinha duas crianças em casa comigo e a rotina era bem pesada.
Os enjôos só passaram perto da 20a semana, quando enfim descobrimos o sexo do bebê, que de Maya, passou para Otto, haha, foi uma grande surpresa, mas como eu já tinha um casal, não estava me importando muito qual sexo seria.
Pra quem conhece um pouco da história de nascimento dos meus dois primeiros filhos, sabe que o Arthur nasceu de uma cesárea (provavelmente desnecessária, por uma falsa indicação), e a Isis nasceu em casa (no "susto" pois foi tudo muito rápido e não tivemos tempo de ir pro hospital, mas foi assistido pela mesma EO que esteve presente no parto do Otto). Então eu não poderia querer outra coisa a não ser parir em casa, depois da experiência linda que eu tive de parir a Isis, de ter o meu tão sonhado VBAC (parto vaginal após cesárea).
Fizemos uma vaquinha pra ajudar a pagar pelo parto domiciliar, e mais uma vez, agradeço a todo mundo que ajudou!
Dessa vez eu desejava muito um parto na água, sempre assistia a videos e imaginava o quão lindo seria, mas também lembrava da rapidez do parto da Isis e morria de medo de não dar tempo nem de encher a piscina haha
Eu pedia pra ter um trabalho de parto mais longo e poder aproveitar mais, e o universo conspirou ao nosso favor, pois no fim deu tudo mais que certo!
Os meses foram passando.... Chegou setembro, mês do chá de fraldas e de outras festinhas, eu sabia que esse final de gestação passaria bem rápido.
E esperava pelo Otto desde o final do mês.
Quando chegou nas 37 semanas, eu jurei que ele nasceria, mas eram só pródromos que já tinham dado as caras.
Terminou Setembro e nada, a dpp era dia 12/10 mas dia 9 trocava a lua....
Era um final de semana, meu marido estaria em casa, seria tudo mais fácil...
Mas na sexta feira, dia 07/10 eu acordei com a barriga bem mais baixa e o tampão que já tinha começado a sair há dois dias, começou a sair com mais frequência e em maior quantidade.
Passei a tarde de sexta com cólica e dor na lombar.
As contrações ficavam um tempo vindo de 10 em 10min, de 8 em 8min, de 7 em 7min... Quando eu resolvia começar a monitorar, elas desregulavam.
Já nem queria criar muita expectativa hahah
Nesse dia as crianças estavam muito mais coladas em mim, elas estavam sentindo que o maninho chegaria a qualquer momento.
E eu sabia que do final de semana não passava.
Chegou a noite, e as contrações voltaram. De 7 em 7 mim, até que depois das 20h elas resolveram ficar e regular de 5 em 5min.
Parteiras já estavam informadas.
E eu feliz da vida!! A grande hora estava chegando e eu estava louca pra passar por tudo aquilo de novo!
Marido chegou do trabalho, fui colocar as crianças na cama, dei o tetê de dormir da Isis, e nisso a minha bolsa estoura.
Eram 22:15.
Avisei as parteiras que já viriam em seguida. Fui pro banho.
Contrações cada vez mais fortes e eu com medo delas não chegarem a tempo, achei melhor até sair de baixo do chuveiro hahah
Uma das minhas cunhadas (a que assistiu o parto da Isis), tbm veio pra ficar com a gente.
Obrigada, cunhada Adriana P Larini Larini pela tua presença aqui, mais uma vez, nesse momento incrível!!
Parteiras chegaram. Montaram a piscina.
E eu voltei pra baixo do chuveiro.
Acho que fiquei quase 1hora, e as contrações vindo cada vez mais fortes.
Quando saí, ainda estavam enchendo a piscina.
Enquanto isso, fiquei na bola, não sei por quanto tempo.
Até que uma hora, me lembro de brincar com elas falando, "se eu disser que não aguento mais, ele nasce?"
Eu sabia que já ia nascer, na contração anterior eu senti ele descer.
Pedi pro meu marido preparar a câmera e colocar pra filmar, por que se não, não ia dar tempo.
A água da piscina ainda não estava muito boa, mas eu precisava entrar.
Tirei minha saia e a calcinha, coloquei o pé na piscina, no começo de uma contração, e no primeiro puxo.
Que sorte! Por pouco eu não teria parido na piscina.
Logo eu senti coroar, a cabecinha saiu, como eu queria sentir isso!
Fiz carinho, senti os cabelinhos... Mais uma força e ele veio. Meu bebê lindo, grande, e todo enrolado no cordão, de tanto que se mexia na barriga Haha
Obrigada, Cleiton Larini por ter ficado ali comigo me fazendo carinho e assistido de pertinho mais um filho nascendo.
Bebê no colo, sensação mais maravilhosa do mundo, que cheiro bom de recém nascido, e aqueles olhinhos e testa franzida me olhando?! Amor demais!!
Se doeu?! Nem lembro haha
Só posso dizer que parir na água é gostoso demais, até a sensação quando está vindo o outro puxo é muito gostosa!
Realizei meu sonho de parir na água e de provar, mais uma vez, que uma vez cesárea, não é sempre cesárea, mesmo!!
Otto nasceu na madrugada do dia 08/10 às 02:01, pesando 3050kg e medindo 52cm com 39 semanas e 3 dias de gestação.
Só tenho a agradecer por tudo ter dado tão certo, como eu desejei a gestação toda!!
Muito obrigada pelo carinho e atenção de vocês com a gente, Luana Santos e Ana Terra Pereira, e por esse partejar com tanto amor!!
*Editando o post só pra acrescentar uma coisa que eu considero importante, em nenhum momento foi feito exame de toque, o que se torna bem indispensável pra quem vai ter um parto domiciliar, apenas foi medido a minha pressão e feito o monitoramento dos batimentos cardíacos fetais.







24 de setembro de 2014

Relato de Parto Humanizado após Cesárea Desnecessária

Esse é o meu relato de parto. Falo um pouco também sobre o nascimento do Arthur, que foi por uma cesárea por falsa indicação, 1 ano e 9 meses antes de parir.
O relato é longo, mas acredito que valha a pena ler até o fim!!

"Enfim pari! Realizei um grande sonho! Mas antes de falar sobre o parto, vou voltar há 1 ano de 10 meses atrás, quando nasceu meu primeiro filho, através de uma cesárea.
Sempre sonhei em ser mãe, minha vontade era tão grande, que as vezes passava pela minha cabeça que eu poderia ser estéril, que não ia conseguir engravidar, não que eu já tivesse tentado, mas vivia pensando nisso.


 Até que em 2011 engravidei, do meu primeiro anjo, o Arthur.
Até mesmo antes de engravidar, nunca fui a favor da cesárea, a não ser nos casos realmente necessários. Mas marcar a data pro bebê nascer, pra mim sempre foi terrível!O único que sabe quando estará pronto pra nascer é o bebê, e ninguém tem o direito de adiantar isso.
Então quando engravidei, não tinha dúvidas que seria normal... se dependesse de mim!
Até as 29 semanas foi uma gestação super tranquila, trabalhava fora, não tive nenhum incômodo!
Mas em uma noite, com quase 30 semanas, tive um falso trabalho de parto, e tive que ficar internada para observação.

Dentro de 3 dias já estava em casa de novo, mas com a recomendação de ficar ao máximo de repouso. Saí do trabalho.
Em umas das idas ao médico, fazer uma eco, viram que eu estava com baixo líquido amniótico, e me internaram de novo. Mas em questão de horas, o líquido já estava na quantia considerada normal. Logo fui pra casa. Se passaram mais algumas semanas, tudo tranquilo. Esperava ansiosa pelo nascimento do Arthur, que estava previsto para até dia 25 de abril. Seria o maior presente que eu e minha mãe poderiamos ganhar de aniversário, já que faço dia 21/04 e minha mãe dia 07/04. Estávamos todos pensando se cairia mais perto do aniversário dela ou do meu.
Então em mais uma manhã, no dia 03/04/12, fui ao hospital pra mais uma eco. E foi mais uma vez constatado oligodrâmio, eu estava com 36 semanas mais 5 dias, e acharam melhor interromper a gestação.