12 de fevereiro de 2015

Congresso Online Nascer Melhor

E vem aí mais um super Congresso Online e Gratuito sobre Parto Humanizado!!

FAÇA JÁ A SUA INSCRIÇÃO ATRAVÉS DO LINK: bit.ly/315-congresso-nascer-melhor



 Palestras com grandes nomes da humanização do parto e nascimento!!

*Ricardo Herbert Jones​,
*Laura Gutman,
*Debra Pascali-Bonaro,
*Evânia Reichert,
*Alexandre Coimbra Amaral​,
*Laura Uplinger​,
*Cláudia Rodrigues,
*Naoli Vinaver​,
*Erica de Paula​,
*Mayra Calvette​
*Myrthes Gonzalez,
*Ana Paula Caldas,
*Eleanor Luzes,
*Eleonora de Moraes,
*Marcus Renato de Carvalho,
*Raquel Marques,
*Profa Fadynha​
*Kalu Brum​,
*Heloisa Lessa.

Não fique de fora desse grande evento! Vamos divulgar!!
Todos merecem informação!! Toda mulher tem o direito de parir com respeito! Todo o bebê tem o direito de nascer sorrindo!! <3 br="">


23 de janeiro de 2015

E afinal, o que fazer com a placenta?!

Infelizmente hoje em dia ainda não damos à placenta o seu devido valor, e nem sabemos direito o quão valiosa ela é, e que mesmo depois do nascimento, de ter nutrido o nosso bebê por tanto tempo, ela ainda pode nos proporcionar muitos benefícios!
Pode-se fazer o carimbo dela e guardar a imagem para sempre, tem mulheres que plantam, outras cozinham e comem e tem as que encapsulam!
E isso é mesmo muito interessate!
Me arrependo muito de não ter feito nada com a minha (no caso a segunda, da Isis, por que a placenta do Arthur eu não vi nem de longe!).
Guardei ela por um tempo na geladeira, mas acabou indo fora, me sinto muito triste por isso.
Não sei se eu comeria, até por que quem comeu já disse que se parece com bife de fígado, e eu tenho pavor de fígado! auhuhahua...  Mas essa ideia de encapsular é realmente muito boa!
Esse post será sobre isso, pra quem ainda não conhece esse procedimento e todos os benefícios da Placenta, essa linda que cuidou tão bem dos nossos bebês!!


"A equipe Luz de Candeeiro é especialista em Encapsulação de Placenta com certificação pelo Placenta Benefits (PBI). PBI é uma organização fundada por Jodi Selander depois que ela começou seus estudos sobre encapsulação de placenta em 2005. Esta organização, além de pioneira, é a mais reconhecida internacionalmente e a que provê pesquisas mais recentes e consistentes nesse assunto. O treinamento, teórico e prático, dá a habilidade não somente de encapsular placentas mas também de informar mulheres sobre os benefícios da medicina da placenta.
Encapsulação de placenta é uma forma de se preparar a placenta para o consumo. O método de preparo vem da Medicina Tradicional Chinesa, em que a placenta é vaporizada, desidratada, triturada e encapsulada. A mulher poderá receber pequenas doses de placenta em cápsulas para a recuperação no pós-parto e manutenção da amamentação. Muitas mulheres ao redor do mundo guardam suas capsulas de placenta congeladas para serem usadas na menopausa.
Para ter maior aproveitamento dos benefícios que a medicina da placenta oferece, a encapsulação deve ocorrer até 48 horas após o nascimento. Nesse tempo de espera a placenta deverá ser refrigerada. Se o processo de encapsulação for demorar mais do que 48hs para ser feito, nós recomendamos que ela seja congelada em um saco duplo com o mínimo de ar junto. Placentas congeladas também podem ser encapsuladas, desde que estejam preservadas de descongelamentos.
O processo de encapsulação demora de 10 a 12 horas, dependendo do tempo de desidratação. O serviço de encapsulação da placenta acontece na casa da própria mulher, onde o parto aconteceu (se o parto foi domiciliar). Se o parto aconteceu no hospital, uma de nós poderá ir até sua casa para começar o processo de vaporização e desidratação, e voltar 10 a 12 horas depois para encapsular. Nesse caso, o casal deve trazer a placenta do hospital para casa, sendo que nesse tempo a placenta deverá ser mantida sob refrigeração. A cápsula de placenta é uma forma simples, fácil e discreta de ingerir a placenta e usufruir dos seus benefícios.
De uma maneira geral, os benefícios da placenta incluem:
  • Diminuição da intensidade do "baby blues" ou "depressão pós parto"minimizando a queda de energia no pós-parto.
  • É usada na Medicina Tradicional Chinesa para suporte da lactação e diminuição da fadiga
  • É considerada grande fonte de vitaminas e minerais para o pós parto, principalmente o ferro.
  • Aumenta a produção do leite materno
  • Aumenta o tônus uterino diminuindo o sangramento
Entre os nutrientes encontrados na placenta estão:
  • Células-tronco e fatores de crescimento
  • Ferro - essencial para a absorção de oxigênio nas células
  • Vitaminas B6 - auxilia no processo de tomada de anticorpos
  • Vitamina E - para a cura de células da pele danificadas
  • Hormônio oxitocina - essencial para facilitar o nascimento e amamentação
  • Hormônio liberador de corticotropina (CRH) - responsável por reduzir os níveis de estresse."

14 de janeiro de 2015

E o tal de APGAR?! O que é?!

Com certeza todos já ouviram falar no famoso apgar, sabem que ele está presente no nascimento dos bebês, mas a maioria ainda não sabe o que é.
Aí está o que nos diz, com certeza, como o RN nasceu, se ele passou por algum sofrimento, com o apgar, nós saberemos a verdade.

"A Escala ou Índice de Apgar é um teste desenvolvido pela Dra. Virginia Apgar, médica norte-americana, que consiste na avaliação de 5 sinais objetivos do recém-nascido no primeiro, no quinto e no décimo minuto após o nascimento, atribuindo-se a cada um dos sinais uma pontuação de 0 a 2, sendo utilizado para avaliar as condições dos recém-nascidos. Os sinais avaliados são: freqüência cardíaca, respiração, tónus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele. O somatório da pontuação (no mínimo zero e no máximo dez) resultará no Índice de Apgar e o recém-nascido será classificado como sem asfixia (Apgar 8 a 10), com asfixia leve (Apgar 5 a 7),com asfixia moderada (Apgar 3 a 4) e com asfixia grave: Apgar 0 a 2.



É o método mais comumente empregado para avaliar o ajuste imediato do recém-nascido à vida extra-uterina, avaliando suas condições de vitalidade. Para cada um dos 5 itens é atribuída uma nota de 0 a 2. Somam-se as notas de cada item e temos o total, que pode dar uma nota mínima de 0 e máxima de 10. Uma nota de 8 a 10, presente em cerca de 90% dos recém-nascidos significa que o bebê nasceu em ótimas condições. Uma nota 7 significa que o bebê teve uma dificuldade leve. De 4 a 6, traduz uma dificuldade de grau moderado, e de 0 a 3 uma dificuldade de ordem grave. Se estas dificuldades persistirem durante alguns minutos sem tratamento, pode levar a alterações metabólicas no organismo do bebê gerando uma situação potencialmente perigosa, a chamada anóxia (falta de oxigenação). O boletim Apgar de primeiro minuto é considerado como um diagnóstico da situação presente, índice que pode traduzir sinal de asfixia e da necessidade de ventilação mecânica. Já o Apgar de quinto minuto e o de décimo minuto são considerados mais acurados, levando ao prognóstico da saúde neurológica da criança (seqüela neurológica ou morte)."

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_Apgar

Outros links: http://www.medicinaintensiva.com.br/apgar.htm
http://www.pediatradigital.com.br/gravidez-e-parto/dicas/o-que-e-apgar-e-sua-importancia/

28 de novembro de 2014

Uma indução desnecessária, pode acabar numa cesárea!

O que eu vou falar aqui me incomoda muito, me deixa mal.
Levanta a mão quem ficou extremamente ansiosa no final da gestação?! o/
Pois é, foi o que eu pensei...
Mas essa ansiedade pode atrapalhar muito pra quem quer um PN.
Muito mesmo!
Pra que não atrapalhe você precisa estar mais que empoderada, você precisa estar segura da sua decisão em esperar o tempo do seu bebê. E isso requer paciência. Paciência pra esperar, paciência com aqueles que enchem o saco pra saber o por que seu bebê ainda não nasceu, paciência com o médico que começa fazer terrorismo e mexer no seu psicológico quando passa das 39 semanas.
Como se não bastasse a sua ansiedade.
É difícil! Eu que sou se não a primeira, a segunda pessoa mais ansiosa da face da terra, sei bem como é! Ô se sei!
Mas eu queria o meu VBAC (parto vaginal após cesárea), então eu tinha que esperar. Só esperando eu ia conseguir.
E como mãe de segunda viagem, eu já sabia que depois dá uma baita saudade da barriga, de sentir os chutes do bebê e que o tempo voa!! Pra que querer acabar tudo de uma vez?!
São só 9 meses do seu filho dentro da barriga e uma vida inteira pela frente com ele aqui fora.
Hoje minha bebê já está com 8 meses, e parece que foi ontem mesmo que eu pari!

Mas o que me fez escrever esse post foi o número de mulheres que cedem a pressão ou da família, ou do médico e com 39/ 40/ 41 semanas são internadas para indução sem sequer sinal de trabalho de parto, ou simplesmente por que a bolsa estourou e elas acham que têm que sair correndo pro hospital.
E o que têm acontecido com elas?!
Essas mulheres não têm parido! Elas acabam numa maca, com braços amarrados, anestesiadas e têm suas barrigas cortadas, pra tirar logo aquele bebê que estava muito bem, obrigada, no lugar mais seguro pra ele. Assim, com pressa. Por que começam a induzir com misoprostol (que pode levar 48h pra começar a fazer efeito), a dilatação não evolui, a equipe não quer esperar, eles querem mais é que acabe logo. Ou assim que ela chega no hospital, não importando como vai o andamento natural da dilatação, já coloca a mulher no soro com ocitocina sintética e o que acontece?! Dores fortes, contrações seguidas, mulher e bebê não têm tempo de se recuperar entre uma e outra.... sofrimento fetal.... cesárea...
Por quê?! Pra quê?!
Se é uma gestante de baixo risco, está indo tudo bem com ela e bebê, por que não esperar?! Qual o problema em esperar o corpo agir sozinho?! Ele vai agir!! Ele iria agir se esperassem!!
Toda mulher entra em trabalho de parto. Todas!!
Isso aqui é um desabafo mesmo! E um alerta pra que outras não passem por isso sem nenhuma necessidade!!
Vamos confiar mais no nosso corpo?!
Lembrem-se que ele foi feito pra isso.
Perfeito pra conceber, gestar, parir e nutrir!
Abaixo, uma cadeia de intervenções. Se puder, evite a primeira!!

27 de novembro de 2014

Recuperação pós cesárea x parto natural

Como foi minha recuperação depois de um parto natural?!
Não foi.... por que não precisei me recuperar de nada!!
Pari naturalmente, sem qualquer intervenção desnecessária, sem nada de que eu precisasse me recuperar.
Pari em cima da minha cama, depois de +- 30 minutos, cortamos o cordão da Isis, pedimos um pizza (todo mundo louco de fome), comi a pizza ainda na cama, sentada tipo índio, logo em seguida me levantei e fui tomar um banho, sozinha, assim, simplesmente!!

Mas se tu me perguntar sobre como foi a minha recuperação depois da cesárea.... aí é outra história....

Pra começar, aquela salinha em que as gestantes ficam, antes de irem para os quartos, é terrível!
Todas lá, sem conseguir se mexer direito, esperando voltar a sentir as pernas, pra daí sim, pode ir para os quartos.
E com uma "pequena" pressão das enfermeiras "Já está conseguindo mexer as pernas, mãezinha? Só vai sair daqui quando conseguir, vamos lá!"

Como se dependesse da nossa vontade, né?!

Enquanto isso, na espera das pernas voltarem a funcionar.... aquela coceeeeeira no nariz causada pela morfina.
Ok. Pernas mexendo e agora, como vou sair dessa maca e passar pra outra?!
Door, muita dor.
Fui pro quarto. Hora de tentar dar de mamá, pq até então nada feito!
Não tive o primeiro contato com o meu filho, aliás fui a última a vê-lo.
Tento me ajeitar de lado mesmo na maca, mas nada....ele não quis mamar.
Aí vem outra enfermeira: "Vamos tomar banho?"
Mais uma luta e um sufoco pra sair da maca. Ufa, consegui!
Mas quando chego no banheiro, vistas escurecem, quase desmaio e tenho que voltar "correndo" pra cama.
Volto a dormir, quando acordo já é de manhã, me levanto, bem devagar... não posso ficar pra sempre ali, né, esperando não sentir mais dor.
Começo a enfim cuidar do meu filho.... e vou me recuperando....

Claro que o "sentir dor" é muito relativo, cada um encara de um jeito, sente de um jeito. Mas uma cesárea sem dor, só na hora da cirurgia, depois vai doer sim!
E quando comparamos o pós de um e outro é por que a diferença é muito grande!!

Não queira passar por uma cirurgia desnecessariamente, não têm por quê!!

5 de novembro de 2014

O parto que não é NADA normal!

Muitos já sabem que eu sou ativista do parto humanizado, e que antes de parir minha filha Isis, naturalmente, sem nenhuma intervenção, meu filho Arthur e eu passamos por uma cesárea desnecessária.
Ainda dói, não a cicatriz física, mas a da alma, por não ter passado o momento mais lindo da vida com ele também.
Mas hoje em dia, já me sinto a vontade pra falar sobre o assunto, tanto que me sinto no dever de ajudar outras mulheres a não irem pra faca sem necessidade.

Mas não adianta apenas escapar de uma cesárea e cair num parto normal totalmente violento, nós não queremos só que nosso filho nasça pelas nossas vaginas, nós queremos respeito e carinho, queremos de volta o nosso protagonismo! Que seja respeitada a fisiologia do nosso corpo, que o significado de obstetrícia ( vem da palavra latina "obstetrix", que é derivada do verbo "obstare" - ficar ao lado) seja realmente praticado.
Queremos partos e nascimentos respeitosos!! Com intervenções nos casos que forem mesmo necessárias, não feitas de rotina, como se não soubessem mais como um parto funciona.
A medicina evoluiu sim, mas o corpo da mulher continua sendo perfeito pra parir e nutrir, do mesmo modo que é perfeito pra conceber e gestar!

Abaixo algumas das intervenções desnecessárias mais praticadas e de rotina:

Amniotomia (rompimento artificial da bolsa)


Soro com ocitocina sintética (faz aumentar as contrações e as dores se tornam insuportáveis)


Posição de litotômia (pernas abertas e amarradas)


Manobra de kristeller (ato de empurra o fundo do útero durante uma contração)


Episiotomia (corte feito no períneo, entre a vagina e o ânus)


De todas essas intervenções, a que às vezes pode ser mesmo necessária, é o uso da ocitocina sintética, as outras são só violências com a mulher e bebê.

Isso é violência obstétrica e as mulheres precisam saber que isso não é um parto normal!
A nosso luta pelo parto humanizado ainda vai muito longe, mas aos poucos, as mulheres irão se conscientizar e começarão a exigir seus direitos!

Outas coisas que também podem passar despercebidas, ou consideradas normais: gestante ter que ficar deitada na maca durante o trabalho de parto e ter que ficar em jejum, sem ao menos poder tomar uma água. 
A mulher não só pode como deve sim se movimentar durante o trabalho de parto, e deve se alimentar e se hidratar, para que no momento do expulsivo ela tenha forças e esteja disposta!

Façam um plano de parto um modelo aqui!
Denunciem esse tipo de violência, saiba mais clicando aqui!

O parto humanizado é para todas! 
Gestantes do SUS, do setor privado, de todas as classes!! 
A nossa luta é por todas, para todas e de todos!!


Razões para não armazenar células tronco do cordão umbilical

E será que vale a pena armazenar as células tronco do cordão umbilical dos nossos bebês, e privá-los de receber todo o sangue que é deles de direito?!
Não,  não vale.  Mesmo! 

Muito se fala sobre o armazenamento das células tronco do cordão umbilical para ajudar na cura de futuras doenças, mas pouco se sabe mesmo sobre o assunto.
Na verdade não existe nada que conprove que isso realmente seja uma atitude preventiva eficaz, muito pelo contrário.
Se fala muito na cura da leucemia, mas a ABHH - Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, já disse que: "A leucemia, por exemplo, principal causa de câncer em crianças, é a mais citada como argumentação dos bancos privados junto aos pais, como forma de prevenção à saúde. Mas a utilização do próprio sangue de cordão para o transplante desta criança será inútil. Trabalhos na literatura médica demonstram que a carga genética para a leucemia já se encontra presente desde o nascimento e pode ser detectada já no teste do pezinho."

Então acredito que ao invés de querer armazenar, para quem sabe um dia precisar, por que não deixar todo esse sangue pra quem é mesmo de direito, e no momento em que ele, o bebê, realmente precisa?!

Abaixo dois vídeos que mostram como é feita a coleta e todo o sangue que o bebê perde nesse processo.




A seguir dois textos que falam sobre o assunto e explicam muito bem o porquê que não devemos armazenar essas células tronco.

"O sangue do cordão umbilical deve pulsar inteiramente para o recém-nascido, porque é dele. Ele fornece o aporte de ferro necessário para o primeiro ano do bebê, uma vez que o leite materno não é rico nesse mineral (motivo pelos quais os pediatras indicam suplemento de ferro a partir do sexto mês). Sério, o bebê recebe entre 20 e 40ml a mais de sangue, o que representa 30 a 35mg a mais de ferro.
O bebê é oxigenado através do cordão. O clampeamento imediato do cordão equivale a um instante de sufocamento, pois o bebê para, repentinamente, de receber oxigênio. E para bebês com dificuldades respiratórias nos primeiros instantes, esse oxigênio do cordão é extremamente representativo e pode evitar potenciais danos cerebrais e morte.
Não existem estudos que comprovem aspectos negativos do clampeamento tardio. Nenhum. Zero. Nada. Não aumenta o risco de icterícia, não aumenta a bilirrubina, nada disso é comprovado. No entanto…
…em caso de emergências, o clampeamento deve ser imediato. É necessária a remoção do bebê para procedimentos de emergência. E mesmo esse procedimento de remoção e clampeamento imediato pode estar com os dias contados, vê só. Um obstetra britânico ajudou a inventar um equipamento chamado de BASICS trolley. É um carrinho que fica ao lado do leito da mãe, que contem um ressucitador, água e aquecedor, e permite que os cuidados de emergência neonatais imediatos podem ser feitos nesse carrinho, ao lado da mãe, sem o clampeamento do cordão. Ele ganhou prêmios e está aos poucos sendo introduzidos nos hospitais do Reino Unido, local onde os obstetras já incluíram nas guidelines: nada de clampeamento imediato.

E como se não bastasse isso, a própria Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) publicou uma nota dizendo basicamente que esses serviços de coleta e armazenamento privativos do cordão umbilical são… bem… charlatanismo.

Veja o que diz o site de um laboratório que coleta e armazena células-tronco: 
Muitos destes estudos apresentaram resultados promissores em doenças como Diabetes, AVC, Epilepsia, Lupus, Artrites entre outras, além de estudos em recuperação de tecidos danificados em acidentes, como paraplegia, recuperação de queimados, etc.
Mas aí o site do Instituto Nacional de Câncer joga um balde de água fria:
O sangue do cordão é uma das fontes de células-tronco para o transplante de medula óssea e este é o único uso deste material atualmente. O transplante é indicado para pacientes com leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune (cerca de 70 indicações).
Nota da ABHH sobre a leucemia: 
A leucemia, por exemplo, principal causa de câncer em crianças, é a mais citada como argumentação dos bancos privados junto aos pais, como forma de prevenção à saúde. Mas a utilização do próprio sangue de cordão para o transplante desta criança será inútil. Trabalhos na literatura médica demonstram que a carga genética para a leucemia já se encontra presente desde o nascimento e pode ser detectada já no teste do pezinho.
Então você vai pagar entre R$3.500 e R$6.000 pra coletar as células-tronco do seu bebê, e mais R$600 a R$1.000 reais por ano pra armazená-las, e, se porventura um dia vier a precisar delas, basicamente… não vai poder usá-las.
Mas digamos que você está em um local onde o clampeamento precoce do cordão é regra, como… a maioria dos hospitais brasileiros. Em hospitais públicos, principalmente, a flexibilidade dessas regras é de zero a nula. Então você acha que seria bacana guardar as células-tronco do cordão. Pra isso, existe a Brasilcord, uma rede que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical. Públicos, isso mesmo. Significa que você não tem autonomia sobre o uso do sangue da sua criança, mas assim como alguém pode usá-lo, você (ou ele) podem precisar das células-tronco de outro alguém. E é de lá que virá. Naquele link do INCA que eu coloquei acima, eles explicam exatamente como funciona a coleta e a doação para a Brasilcord. E nesse link, estão os endereços dos bancos de sangue umbilical e placentário do país.
Eu sei que no meu próximo filho, farei de tudo para evitar o clampeamento precoce do cordão. E você, levou isso em consideração no seu plano de parto?"

Fonte: http://vilamamifera.com/mamiferas/devo-coletar-o-sangue-do-cordao-umbilical/  
http://scienceofmom.com/2012/10/11/why-consider-delayed-cord-clamping/
O sangue do cordão umbilical deve pulsar inteiramente para o recém-nascido, porque é dele. Ele fornece o aporte de ferro necessário para o primeiro ano do bebê, uma vez que o leite materno não é rico nesse mineral (motivo pelos quais os pediatras indicam suplemento de ferro a partir do sexto mês). Sério, o bebê recebe entre 20 e 40ml a mais de sangue, o que representa 30 a 35mg a mais de ferro.
O bebê é oxigenado através do cordão. O clampeamento imediato do cordão equivale a um instante de sufocamento, pois o bebê para, repentinamente, de receber oxigênio. E para bebês com dificuldades respiratórias nos primeiros instantes, esse oxigênio do cordão é extremamente representativo e pode evitar potenciais danos cerebrais e morte.
Não existem estudos que comprovem aspectos negativos do clampeamento tardio. Nenhum. Zero. Nada. Não aumenta o risco de icterícia, não aumenta a bilirrubina, nada disso é comprovado. No entanto…
…em caso de emergências, o clampeamento deve ser imediato. É necessária a remoção do bebê para procedimentos de emergência. E mesmo esse procedimento de remoção e clampeamento imediato pode estar com os dias contados, vê só. Um obstetra britânico ajudou a inventar um equipamento chamado de BASICS trolley. É um carrinho que fica ao lado do leito da mãe, que contem um ressucitador, água e aquecedor, e permite que os cuidados de emergência neonatais imediatos podem ser feitos nesse carrinho, ao lado da mãe, sem o clampeamento do cordão. Ele ganhou prêmios e está aos poucos sendo introduzidos nos hospitais do Reino Unido, local onde os obstetras já incluíram nas guidelines: nada de clampeamento imediato.

E como se não bastasse isso, a própria Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) publicou uma nota dizendo basicamente que esses serviços de coleta e armazenamento privativos do cordão umbilical são… bem… charlatanismo.

Veja o que diz o site de um laboratório que coleta e armazena células-tronco: 
Muitos destes estudos apresentaram resultados promissores em doenças como Diabetes, AVC, Epilepsia, Lupus, Artrites entre outras, além de estudos em recuperação de tecidos danificados em acidentes, como paraplegia, recuperação de queimados, etc.
Mas aí o site do Instituto Nacional de Câncer joga um balde de água fria:
O sangue do cordão é uma das fontes de células-tronco para o transplante de medula óssea e este é o único uso deste material atualmente. O transplante é indicado para pacientes com leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune (cerca de 70 indicações).
Nota da ABHH sobre a leucemia: 
A leucemia, por exemplo, principal causa de câncer em crianças, é a mais citada como argumentação dos bancos privados junto aos pais, como forma de prevenção à saúde. Mas a utilização do próprio sangue de cordão para o transplante desta criança será inútil. Trabalhos na literatura médica demonstram que a carga genética para a leucemia já se encontra presente desde o nascimento e pode ser detectada já no teste do pezinho.
Então você vai pagar entre R$3.500 e R$6.000 pra coletar as células-tronco do seu bebê, e mais R$600 a R$1.000 reais por ano pra armazená-las, e, se porventura um dia vier a precisar delas, basicamente… não vai poder usá-las.
Mas digamos que você está em um local onde o clampeamento precoce do cordão é regra, como… a maioria dos hospitais brasileiros. Em hospitais públicos, principalmente, a flexibilidade dessas regras é de zero a nula. Então você acha que seria bacana guardar as células-tronco do cordão. Pra isso, existe a Brasilcord, uma rede que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical. Públicos, isso mesmo. Significa que você não tem autonomia sobre o uso do sangue da sua criança, mas assim como alguém pode usá-lo, você (ou ele) podem precisar das células-tronco de outro alguém. E é de lá que virá. Naquele link do INCA que eu coloquei acima, eles explicam exatamente como funciona a coleta e a doação para a Brasilcord. E nesse link, estão os endereços dos bancos de sangue umbilical e placentário do país.
Eu sei que no meu próximo filho, farei de tudo para evitar o clampeamento precoce do cordão. E você, levou isso em consideração no seu plano de parto?"

Fonte: http://vilamamifera.com/mamiferas/devo-coletar-o-sangue-do-cordao-umbilical/  
http://scienceofmom.com/2012/10/11/why-consider-delayed-cord-clamping/

1. Importantes órgãos de saúde não recomendam o armazenamento de células-tronco em bancos privados.
No Brasil, o Ministério da Saúde, o INCA e a Anvisa se posicionaram contra o armazenamento de sangue de cordão umbilical em bancos privados com base em estudos e estatísticas que apontam as numerosas limitações do uso real desse material. A Academia Americana da Pediatria e o Colégio Americano de Ginecologistas Obstetras também são reticentes à prática. Vou resumir as principais objeções levantadas por esses órgãos:
  • A probabilidade real de se usar as células-tronco do cordão é baixíssima: as estimativas indicam entre 0,005% e 0,05%. No Brasil, apenas 3 das 45.661 unidades de sangue de cordão armazenadas em bancos privados no período de 2003 a 2010 foram utilizadas. Ou seja, somente 0,007%.
  • As quantidades coletadas geralmente não são o suficiente para tratar muitas condições – especialmente em adultos. Para você ter uma ideia, segundo Mary Hanet, a gerente de um dos maiores bancos públicos dos EUA, 75% do sangue coletado para bancos públicos é descartado por não conter um número mínimo de células-tronco. Ou seja, há uma chance considerável de você pagar para armazenar um material completamente inviável.
  • Em muitas das doenças passíveis de serem tratadas com células-tronco na infância, não é indicado usar material autólogo (do próprio paciente), porque aquelas células também carregam os marcadores genéticos da doença. É o caso das leucemias, por exemplo, e de outras doenças genéticas.
  • Como os bancos privados não são regulados, há uma chance do armazenamento não estar sendo feito adequadamente.
  • Ainda há poucos estudos e relatos de caso na literatura médica para comprovar o real benefício de tratamentos com células-tronco de sangue de cordão umbilical autólogas.
2. O sangue do cordão pertence ao bebê – privá-lo desse sangue pode ter consequências adversas.
Dizem que o sangue do cordão, se não for coletado, vai para o lixo junto com a placenta. E isso pode até ser verdade em muitos casos, mas é importante saber que  não precisa acontecer no seu caso. Deixar passar alguns minutos antes de cortar o cordão – uma prática conhecida como clampeamento tardio de cordão umbilical – já faz parte de um protocolo humanizado (e baseado em evidências) de parto e nascimento – é, inclusive, uma recomendação da OMS. Consiste em esperar o cordão parar de pulsar, para que o sangue residual do cordão e da placenta retorne para o bebê. Afinal, aquele sangue ali pertence ao bebê, não é mesmo? Na natureza, num parto 100% fisiológico, ele voltaria ao bebê. Estudos mostram que bebês que receberam esse sangue na época do nascimento têm menos anemia do que bebês nascidos com os protocolos antigos de clampeamento (ou seja, cujo cordão foi cortado imediatamente). Eileen Hutton, que publicou uma revisão sistemática sobre o tema, diz o seguinte sobre o clampeamento precoce do cordão (ou seja, o método convencional praticado pela maioria dos médicos): “As implicações são imensas. Trata-se de privar os bebês de 30 a 40 por cento do próprio sangue no nascimento – e tudo isso porque aprendemos uma prática que é nociva”.

Um último ponto sobre as consequências imediatas para o bebê: o procedimento em si, como você pode ver na imagem que ilustra esse post, não me parece um jeito muito agradável de ser recepcionado a este mundo. Eu, se fosse um recém-nascido, preferiria estar entre os seios quentinhos da minha mãe.
3. O marketing das empresas de armazenamento é predatório e antiético.
Um excelente debate entre médicos publicado no jornal de acesso aberto PLOS Medicine levanta uma questão pertinente:  bancos de armazenamento privados exploram a vulnerabilidade emocional dos pais visando o próprio lucro? Visto que: A) muitos candidatos a clientes desconhecem a informação resumida no ponto 1 (sobre a baixíssima probabilidade de, primeiro, precisarem desse material e, segundo e talvez mais importante, conseguirem fazê-lo de forma eficaz) e, sobretudo, B) que a decisão lhes é colocada como uma questão de “seguro de saúde” para um filho que ainda não nasceu – e sobre o qual já se colocou muito desejo, amor, preocupação – então eu diria que C), sim, é uma atitude covarde e cruel das empresas tentar vender-lhes uma garantia nada garantida, uma ilusão, de que através desse “investimento” eles estejam adquirindo um salva-guarda contra seus piores pesadelos. Como se não bastasse essa ação predatória sobre os medos inevitáveis dos pais, essas empresas também bonificam os médicos que “indicam” o serviço. Fiquei sabendo, por uma fonte segura, que as empresas oferecem um “agrado” (em dinheiro, que fique claro) aos obstetras das pacientes que contratam o serviço e que esse “agrado” pode até ultrapassar o valor que o médico recebeu do plano de saúde pelo procedimento feito (parto ou cesárea). É a dupla falta de ética nesse caso, porque nem o obstetra vira uma fonte confiável de informação, já que ele está se beneficiando do procedimento (sem revelar isso aos clientes).
É lógico que, sabendo de tudo isso, um casal pode ainda chegar à conclusão de que dormiria melhor à noite pagando os tais R$2.000 + taxas anuais de R$500. Mas sempre é bom examinar os medos e as crenças irracionais antes de gastar a grana e ser vítima desse marketing desleal, até porque [veja abaixo]…
4. …há maneiras mais eficazes – e mais certeiras – de zelar pela saúde do seu filho.
Ao invés de cair na neurose promovida pelo marketing do medo, fixando-se num cenário hipotético nada provável (doença rara, tecnologias de ponta, cura milagrosa!), que talvez nem seja tratável com o material disponível (insuficiente, mal armazenado, comprometido),  que tal colocar suas energias em medidas efetivas para melhorar a saúde do seu filho? Quer reduzir as chances de que ele tenha um câncer raro, diabetes, doenças autoimunes? Foque suas energias (e recursos financeiros) na amamentação e, em seguida, na alimentação saudável, priorizando comidas caseiras, feitas com ingredientes naturais (e, se possível, livres de agrotóxicos, como os orgânicos). Estabeleça em sua família um estilo de vida ativo, com tempo na natureza, diversão, esporte, ar puro e endorfinas naturais. Promova um ambiente com um mínimo de químicas e toxinas  – o que não significa estéril, pelo contrário, mas evitando expor sua família a substâncias cancerígenas ou disruptores endócrinos. Quer fazer mais? Então contrate um pediatra que faça um trabalho cauteloso, focado na saúde a longo prazo e não só nos males imediatos, limitando assim medicações, hospitalizações e cirurgias. Trate seu bebê, e depois a sua criança, o seu adolescente, com carinho e respeito, zelando pelo seu bem estar emocional, pois uma mente sã é uma condição sine qua non para um corpo são. Essas atitudes pró-ativas, concretas, fundamentadas em evidências, terão um impacto muito maior  a longo prazo na saúde e no bem estar do seu filho.
5. Você aposta na ciência?
Muitos pais que consideram coletar e armazenar o sangue do cordão do filho têm fé nas novas tecnologias e, por isso, optam por contratar esse serviço mesmo sabendo que, no momento atual, as aplicações são restritas. Acreditam que, no futuro, com novas pesquisas e descobertas, os usos se tornarão mais abrangentes e, assim, a probabilidade de se utilizar o material tão caramente guardado aumentará. Agora, se você aposta na ciência e na tecnologia, não seria razoável apostar na possibilidade de se descobrirem outros meios de curar e/ou tratar doenças sem privar o bebê de 30% do sangue do seu corpo ao nascer e sem expô-lo, desnecessariamente, ao risco de anemia por conta do clampeamento precoce do cordão? Sei lá, não sou cientista, mas não acho que essa hipótese seja tão improvável assim.
Já disse tudo o que me propus a dizer. Peço desculpa pelo texto enorme e por não ter tocado no assunto do armazenamento em bancos públicos, mas acho que o impulso por trás dessa opção não é o medo e a vulnerabilidade que fazem um casal considerar o armazenamento em  banco privado. E a minha birra é com isso. Porque é impossível alguém tomar uma decisão consciente sem ter informação real sobre o que está prestes a contratar: informação sobre o serviço, as possíveis consequências, as motivações que o levam a considerá-lo e as alternativas. Espero que eu tenha contribuído para que você faça uma decisão mais consciente sobre a contratação (ou não) desse serviço.

Fonte:  https://amaequequeroser.wordpress.com/2013/06/01/vale-a-pena-armazenar-o-sangue-do-cordao-umbilical/